Autor Tópico: Fim do petróleo?  (Lida 5270 vezes)

Offline Júlio

  • Presidente da Direcção
  • Licenciado/Mestre
  • *
  • Mensagens: 209
Fim do petróleo?
« em: Sex 23 Outubro, 2009, 00:51:03 »
Centro de Investigação britânico alerta para o declínio das reservas de petróleo

E porque o petróleo é um assunto sempre em foco, falemos aqui sobre esse bem (ou esse mal?). Para começar, deixo um artigo recentemente publicado (embora não traga nada de novo, é bom para começarmos um debate saudável [ou não!]).

Citar
Embora não seja consensual que as reservas de petróleo já conheceram o seu zénite, um relatório recente defende que é um facto que as maiores reservas petróleo estão em declínio e que os governos não estão preparados para as consequências da escassez deste recurso.

A dimensão das reservas de petróleo não é um tema consensual. Embora haja quem defenda que as reservas globais já atingiram o zénite, há companhias petrolíferas e analistas no ramo energético que não dão crédito a esta perspectiva.

Segundo o Centro de Energia do Reino Unido, é difícil decidir quem tem razão, como consequência das “definições inconsistentes”, a “falta de dados credíveis, a ausência frequente de auditorias por terceiras partes e a correspondente incerteza em redor dos dados quando estão disponíveis”. Por outro lado, a não disponibilização dos “números” relativos ao estado das reservas pelos países ou empresas que as exploram, um tipo de informação “delicada” em termos comerciais, também não ajuda, sendo as interrogações maiores no que diz respeito aos países da OPEP.

Apesar da incerteza, um relatório publicado recentemente pelo Centro de Energia do Reino Unido que analisou dados já existentes, defende que uma coisa é certa: as reservas de petróleo fáceis de explorar já foram encontradas e a extracção desta matéria-prima vai-se tornar progressivamente mais difícil e mais dispendiosa, não compensando as perdas dos maiores campos de exploração à medida que declinarem. Com efeito, as 10 maiores reservas do mundo de petróleo estão já em declínio. De acordo com o relatório existe um risco significativo que as reservas atinjam o seu pico em 2020, antecipando em 10 anos a data considerada pela maioria dos governos pelo que “Mais de dois terços da capacidade de produção de petróleo actual terão de ser substituídos em 2030, simplesmente para manter a produção constante”.

Assim, os autores do relatório concluem que o risco da depleção das reservas de petróleo é mais sério do que se pensava, e a maioria dos países não está preparada para fazer face a este problema. “Muita da investigação concentra-se nas ameaças económicas ou políticas ao fornecimento de petróleo mas falham na parte da avaliação ou na integração da avaliação dos riscos relacionados com a depleção”.

Original: http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=9986&bl=1

Offline Miguel Almeida

  • Estudante
  • *
  • Mensagens: 1
Re:Fim do petróleo?
« Responder #1 em: Seg 02 Novembro, 2009, 19:53:50 »
È MENTIRA!!!!!

Offline Júlio

  • Presidente da Direcção
  • Licenciado/Mestre
  • *
  • Mensagens: 209
Re:Fim do petróleo?
« Responder #2 em: Ter 17 Novembro, 2009, 00:39:50 »

Offline Pedro Correia

  • Licenciado/Mestre
  • *
  • Mensagens: 352
Re:Fim do petróleo?
« Responder #3 em: Ter 12 Janeiro, 2010, 14:18:16 »
Recebi um mail recentemente com o seguinte texto.

Nota: penso que este texto teve origem neste:  (http://ruimacdonald.com/wordpress/?p=5063)

Citar
E se….
O Petróleo não é de origem fóssil, continua a ser gerado ininterruptamente pela Terra e é inesgotável

Artigo retirado de: «Qual crise energética?»

Foi-nos sempre dito que o petróleo é um combustível fóssil, que surgiu há 500 milhões de anos, tendo por origem a decomposição de plantas e animais mortos. Restos de organismos teriam sido aprisionados no fundo dos oceanos numa camada de lama e cobertos por outras camadas de solo, formando ao longo do tempo o petróleo.

Foi-nos sempre dito que a energia do sol é captada pelos seres vivos e que podemos libertar novamente essa energia armazenada há centenas de milhões de anos através da combustão do petróleo.

É-nos dito que as reservas de combustíveis fósseis, especialmente o petróleo, duram, no máximo, até cerca de 2060.

Outro factor, para além da extinção das reservas petrolíferas, é o momento em que a produção de petróleo atinge o seu cume, começando então a decrescer. Este ponto máximo da extracção petrolífera é chamado de "Peak-Oil" [Pico Petrolífero]. Como é em função deste pico que varia a oferta e a procura, este pode ter um papel crucial nos preços do petróleo.

O ponto máximo da extracção petrolífera ou "Peak-Oil" é o instante em que a taxa de extracção petrolífera atinge o seu máximo absoluto em todas as bacias petrolíferas. Este momento é alcançado quando tenha sido extraído metade de todo o petróleo passível de ser explorado.

É afirmado que o ponto de extracção máximo já foi alcançado no passado e que vamos de encontro a uma crise energética. A prova desta esta afirmação, dizem-nos, é o aumento contínuo da cotação do petróleo, de 25 dólares o barril em 2002 para 134 dólares em 6/6/2008 (este artigo foi escrito nesta data).

Por este motivo, dizem-nos que a esperada lacuna energética deve ser suprida através de menor consumo e pela procura de outras alternativas, tal como energias renováveis. Devemos abandonar o petróleo o mais rapidamente possível, pois ele irá acabar em breve.

É-nos afirmado que o petróleo se formou há centenas de milhões de anos, que existe em quantidade fixa, e que quando tivermos extraído a última gota, terá acabado para sempre a era do petróleo.

Mas o que é que aconteceria se toda esta história não tiver nenhum fundamento e tudo não passar de uma lenda? O que seria se o combustível petróleo não fosse de origem fóssil, não proviesse de organismos extintos, mas fosse de outra natureza? E se o petróleo, afinal, existe em abundância e continua a ser formado ininterruptamente pela Terra? E se não existir nenhuma crise energética e nenhum "Peak-Oil"?

A afirmação de que haveria um ponto máximo na extracção do petróleo foi divulgada em pânico, já em 1919, embora nesse tempo ainda não se chamasse "Peak-Oil" (este é somente um novo rótulo). Naquele tempo, foi afirmado pelos "especialistas" que o petróleo só chegaria para os próximos 20 anos. O que aconteceu na realidade? Desde então, a data do fim do petróleo foi sempre impelida para o futuro, e hoje, 90 anos depois, temos ainda petróleo, embora a extracção e o consumo tenham vindo a aumentar todos os anos.

O Petróleo Abiótico (não fóssil)

De onde veio, no fim de contas, a história de que o petróleo teria surgido de fósseis de organismos vivos e seria, portanto, biótico? O geólogo russo Mikhailo Lomonossov teve esta ideia pela primeira vez em 1757: "o petróleo surge de pequenos corpos de animais e plantas, enclausurados em sedimentos sob alta pressão e temperatura e transformam-se em petróleo após um período inimaginável". Não sabemos que observações o levaram a afirmar isso, simplesmente esta teoria nunca foi confirmada e é aceita sem provas há mais de 200 anos e ensinada nas universidades.

Porém, nunca foram encontrados fósseis de animais ou plantas nas reservas de petróleo. Esta falta de provas mostra que a teoria do combustível fóssil é unicamente uma crença sem qualquer base científica. Os geólogos que espalham a teoria do combustível fóssil, não apresentaram ainda qualquer prova da transformação de organismos em petróleo.

Um dos elementos mais presentes sobre a Terra no nosso sistema solar é o carbono. Nós, seres humanos, somos formados em grande parte por carbono, assim como todos os outros seres vivos e plantas do planeta. E em pelo menos 10 planetas e luas de nosso sistema solar foram observadas grandes quantidades de hidrocarbonetos, a base para o petróleo.

A sonda espacial Cassini descobriu, ao passar próximo de Titan, a lua de Saturno, que ela está repleta de hidrocarbonetos líquidos. Mas não havendo lá vida para produzir os hidrocarbonetos, estes devem ser fruto de alguma outra transformação química. Devido à sua particular configuração atómica, o carbono possui a capacidade de formar moléculas complexas e apresenta, entre todos os elementos químicos, a maior complexidade de ligações químicas.

Aqui na Terra, as placas continentais flutuam sobre uma inimaginável quantidade de hidrocarbonetos. Nas profundezas do manto terrestre surgem, sob determinada temperatura, pressão e condições adequadas, grandes quantidades de hidrocarbonetos. A rocha calcária inorgânica é transformada num processo químico. Os hidrocarbonetos que daí resultam, são mais leves que as camadas de solo e rocha sedimentares, e por isso sobem pelas fendas da Terra e acumulam-se sob camadas impermeáveis da crosta terrestre.

O magma quente é o fornecedor de energia para este fenómeno geológico. O resultado dá pelo nome de petróleo abiótico, porque não surgiu a partir da decomposição de formas biológicas de vida, mas antes por um processo químico no interior da Terra. E este processo acontece ininterruptamente. O petróleo é produzido continuamente.


Eis alguns dos argumentos mais relevantes que comprovam que o petróleo é de origem abiótica (não fóssil):

- O petróleo é extraído de grandes profundidades, ultrapassando os 13 km. Isso contradiz totalmente a tese dos fósseis, pois os restos dos seres vivos marinhos nunca chegaram a tais profundidades e a temperatura (elevadíssima) teria destruído todo o material orgânico.

- As reservas de petróleo, que deveriam estar vazias desde os anos 70, voltam a encher-se novamente por si mesmas. O petróleo fóssil não pode explicar este fenómeno. Só pode ser explicado pela produção incessante de petróleo abiótico no interior da Terra.

- A quantidade de petróleo extraída nos últimos 100 anos supera a quantidade de petróleo que poderia ter sido formado através da biomassa. Nunca existiu material vegetal e animal suficiente para ser transformado em tanto petróleo. Somente um processo de fabricação de hidrocarbonetos no interior da Terra pode explicar esta quantidade gigantesca.

- Quando observamos as grandes reservas de petróleo no mundo é notório que elas surgem onde as placas tectónicas estão em contacto uma com as outras ou se deslocam. Nestas regiões existem inúmeras fendas, um indício de que o petróleo provém do interior da Terra e migra vagarosamente através das aberturas para a superfície.

- Em laboratório foram criadas condições semelhantes àquelas que predominam nas profundezas do planeta. Foi possível produzir metano, etano e propano. Estas experiências provam que os hidrocarbonetos podem formar-se no interior da Terra através de simples reacções anorgânicas - e não pela decomposição de organismos mortos, como é geralmente aceite.

- O petróleo não pode ter 500 milhões de anos e permanecer tão "fresco" no solo até hoje. As longas moléculas de carbono ter-se-iam decomposto. O petróleo que utilizamos é recente, caso contrário já se teria volatilizado há muito tempo. Isto contradiz o aparecimento do petróleo fóssil, mas comprova a teoria do petróleo abiótico.


Em 1970, os russos começaram a perfurar poços a grandes profundidades, ultrapassando os 13.000 metros. Desde então, as grandes petrolíferas russas, incluindo a Iukos, perfuraram mais de 310 poços e extraem de lá petróleo. No último ano, a Rússia ultrapassou a extracção do maior produtor mundial, a Arábia Saudita.

Os russos dominam a complexa técnica de perfuração profunda há mais de 30 anos e exploram inesgotáveis reservas de petróleo das profundezas na Terra. Este facto é ignorado pelo Ocidente. Os russos provaram ser totalmente falsa a explicação dos geólogos ocidentais de que o petróleo seria o fruto de material orgânico decomposto.

Nos anos 40 e 50, os especialistas russos descobriram, para sua surpresa, que as reservas petrolíferas se reenchiam por si próprias e por baixo. Chegaram à conclusão que o petróleo é produzido nas profundezas da Terra e emigra para cima, onde se acumula. Puderam comprovar isso através das perfurações profundas.

Entretanto, nos anos 90, a Rússia estava de tal modo à frente do Ocidente na tecnologia de perfuração profunda, que Wall Street e os bancos Rockfeller e Rothschild forneceram dinheiro a Michail Chodorkowski com a missão de comprar a empresa Iukos por 309 milhões de dólares, a fim de obter o know-how da perfuração a grande profundidade.

Pode-se agora perceber por que é que o presidente Wladimir Putin fez regressar a Iukos e outras petrolíferas novamente para mãos russas. Isso era decisivo economicamente para a Rússia, e Putin expulsou e prendeu alguns oligarcas russos.

Entretanto, os chamados "cientistas", os lobistas, os jornalistas a soldo e os políticos querem que acreditemos que o fim do petróleo está a chegar, porque supostamente a produção já atingiu o seu pico e agora está a decrescer. Naturalmente, a intenção é criar um clima que justifique o alto preço do petróleo e com isso obter lucros gigantescos.

Sabe-se agora que o petróleo pode ser explorado praticamente em toda a parte, desde que se esteja disposto a investir nos altos custos de uma perfuração profunda. Qualquer país se pode tornar independente em matéria de energia. Simplesmente, os donos das petrolíferas querem países dependentes e que paguem caro pelo petróleo importado.

A afirmação de que existe um máximo na extracção de petróleo é, de facto, um golpe e uma mentira da elite global. Trata-se de construir uma escassez e um encarecimento artificial. Tudo se resume a negócios, lucro, poder e controle.

Aliás, é absolutamente claro para todos que o Iraque foi invadido por causa do petróleo. Somente, não foi para extrair o petróleo, mas, pelo contrário, para evitar que o petróleo iraquiano inundasse o mercado e os preços caíssem. Antes da guerra, o Iraque extraía seis milhões de barris por dia, e hoje não chega a dois milhões. A diferença foi retirada do mercado. Saddam Hussein ameaçou extrair quantidades enormes de petróleo e inundar o mercado.

Tal significou a sua sentença de morte, e por esse motivo o Iraque foi atacado e Saddam enforcado. Agora os EUA têm lá tropas permanentemente. Ninguém tem licença para explorar o petróleo do país com a segunda maior reserva petrolífera do mundo. Por isso, o Irão, com a terceira maior reserva petrolífera do mundo, é agora também ameaçado por querer construir «armas de destruição massiva».

Offline Pedro Correia

  • Licenciado/Mestre
  • *
  • Mensagens: 352
Re:Fim do petróleo?
« Responder #4 em: Ter 12 Janeiro, 2010, 14:28:41 »
Em relação a esse mail

Bem essa teoria já foi posta em causa muitas vezes e em termos económicos e nada acrescenta ser de origem fóssil ou não. A teoria do russo não foi feita "sem qualquer prova" dado que por exemplo o carvão é, claramente, de origem fóssil. A analogia para o petróleo num altura que não se tinham grandes dados e apenas se conhecia reservatórios superficiais era no mínimo, expectável.

O pico do petróleo não tem apenas a ver com a escassez do petróleo (essa, tanto quanto sabemos, vai demorar muitas dezenas ou centenas de anos a acontecer se acontecer) mas também com motivos económicos. Quer se queira, quer não, as energias alternativas estão a aparecer com razoável sucesso, é apenas natural que a produção baixe (pelo menos na média de consumo por pessoa) consoante a expectativa do mercado.

Já de muito se fala das "reservas escondidas" das petrolíferas dado que cada vez que se assinalou o fim da era do petróleo surge, mais uma vez, uns campos para substituir os anteriores. Podemos assumir que se trata de uma gestão do recurso para o manter sempre a preços elevados. Isso é aliás bastante visível em países produtores do médio oriente onde o combustível é estupidamente barato.

Tanto quanto se sabe as reservas não voltam a encher (em tempo útil pelo menos), o que acontece é que nos anos 70 apenas se extraia 15, 20, 25 % de um jazigo. Hoje devido a melhoria das tecnologias é possível extrair percentagens mais altas e por isso jazigos antigos voltam a ser explorados. É uma questão tecnológica.

Quanto aos jazigos a 13 km de profundidade, tanto quanto sei, isso já não é petróleo (a janela é, se a memória não me engana, cerca de 3 a 4 km de profundidade). E, não tendo a certeza, isto já deve ter sido provado experimentalmente.

Ainda hoje se luta quanto à perda de pressão quando os reservatórios vão ficando vazios. Tanto quanto posso analisar o fim do petróleo não está à vista, nem pouco mais ou menos, simplesmente o seu consumo se vai tornando insustentável.

Offline Júlio

  • Presidente da Direcção
  • Licenciado/Mestre
  • *
  • Mensagens: 209
Re:Fim do petróleo?
« Responder #5 em: Ter 12 Janeiro, 2010, 21:39:24 »
Esse artigo é, no mínimo, interessante, embora me tenha feito sentir de diferentes formas enquanto lia (curioso, intrigado, estúpido, céptico).

Mas pronto, como não podia deixar de assinalar, a melhor parte é esta:
Citar
O geólogo russo Mikhailo Lomonossov teve esta ideia pela primeira vez em 1757: "o petróleo surge de pequenos corpos de animais e plantas, enclausurados em sedimentos sob alta pressão e temperatura e transformam-se em petróleo após um período inimaginável".
and then, suddenly...
Citar
Os russos provaram ser totalmente falsa a explicação dos geólogos ocidentais de que o petróleo seria o fruto de material orgânico decomposto.
  ;D

 


© 2009-2010 numist - núcleo de minas do instituto superior técnico
Follow numistpt on Twitter

SimplePortal 2.3.3 © 2008-2010, SimplePortal